SEJAM BEM VINDOS
  

 

A ESCOLA DOMINICAL

Introdução:
Nosso estudo tem como objetivo a reflexão sobre o que é aprender e o que é ensinar. Como o próprio nome sugere "ensino-aprendizagem", trata-se de um binômio inseparável. Estes dois termos "aprender" e "ensinar" não podem se separar. Eles estão intimamente relacionados e um depende do outro para existir.
Em Dt 4:1 vemos o termo "ensinar" e em 5:1 o termo "aprender". Na língua Hebraica tirando o sufixo e o prefixo das duas palavras vamos notar que trata-se da mesma raiz. Isto mostra que trata-se de dois vocábulos que são independentes. Não existe ensino sem aprendizagem e também não existe aprendizagem sem ensino. O que o professor faz e o que aluno faz estão ligados entre si .
I. ENTENDENDO O CONCEITO ENSINO-APRENDIZAGEM
1) O QUE É ENSINAR?
Ensinar é a tarefa do professor. É o processo de facilitar que outras pessoas aprendam e cresçam. Ensinar é todo o nosso esforço de levar alguém a aprender. Não se trata de passar informações de uma mente para outra como objetos de uma gaveta para outra. O mero derramar diante do aluno o conteúdo do seu conhecimento, não significa que o professor está ensinando.
Na pedagogia tradicional, a proposta da educação é centrada no professor cuja função define-se por vigiar os alunos, ensinar a matéria e corrigi-la. A metodologia decorrente desta concepção tem como princípio a transmissão de conhecimento através da aula do professor. O professor fala, o aluno ouve e aprende. O professor não dá espaço para o aluno participar de seu aprendizado. O aluno é passivo neste processo, pois é o professor que detém o saber.
"Ensinar, entretanto, não é somente transmitir, não é somente transferir conhecimentos de uma cabeça a outra, não é somente comunicar. Ensinar é fazer pensar, é estimular para a identificação e resolução de problemas; é ajudar a criar novos hábitos de pensamento e ação"
Na pedagogia moderna, chamada de Escolanovista , o professor é visto como facilitador no processo de busca do conhecimento que deve partir do aluno. Cabe ao professor organizar e coordenar as situações de aprendizagem, adaptando suas ações às características individuais dos alunos, para desenvolver suas capacidades e habilidades intelectuais.
Pergunta para nossa reflexão: por que o ensino é tão pouco eficiente em termos esforço docente/ aproveitamento discente?
2) O QUE É APRENDER?
Assim como o papel do médico é levar o paciente a se curar, o papel do professor é levar o aluno a prender. Aprender é adquirir domínio sobre o conteúdo ensinado, mas é mais que isto; é traduzir na prática o que foi e está sendo ensinado. A aprendizagem acontece dentro do indivíduo, mas seus efeitos são comprovados exteriormente em comportamentos externos. Em outras palavras, a mudança de vida é evidência de que houve aprendizagem.
É bom que se diga, que não se trata de uma mudança mecânica ou condicionada. Ser treinada a fazer determinadas coisas não caracteriza aprendizado. Uma coisa é saber que não se deve tirar a vida da outra pessoa. Outra coisa é saber porque não se deve fazer isso.
II. PRINCÍPIOS DO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM
A aprendizagem contém cinco princípios básicos:
1) A Aprendizagem tem início quando parte de onde o aluno se encontra.
Se pretendemos ensinar algo a alguém, faz-se necessário partir do ponto de conhecimento que o aluno já possui. Ensinar é explicar o novo baseando-se no antigo; o desconhecido, partindo do conhecido e o difícil em relação ao fácil. Precisamos como professores entender que o estudo a ser ministrado precisa ter relação com o conhecimento já adquirido pelo aluno.
Nosso grande desafio como professor não é sobrecarregar os nosso ouvintes com informações; ao contrário, é conduzi-los domingo após domingo, a um crescimento simétrico.
2) A Aprendizagem será eficaz se levar em consideração os interesses do aluno.
Temos que despertar o interesse daqueles a quem queremos ministrar (Jo. 4:10). O aluno precisa sentir que vale a pena ouvir o que você tem a dizer.
"Os corações também têm orelhas - e estai certos de que cada um ouve, não conforme tem os ouvidos, senão conforme tem o coração e a inclinação"
John Stott, nos lembra que Jesus conhecia os corações de seus ouvintes e lhes falava ao coração ( Jo. 2:25 ). Jesus é o grande Kardiognôstes (Atos 1:24 ), aquele que conhece os corações.
3) A aprendizagem será mais eficaz se levar em conta a necessidade do aluno. ( Jo. 4:5-30 )
Muitos professores ficam angustiados porque não conseguem prender a atenção de seus alunos. O aprendizado ocorre quando os alunos estão motivados a aprender, e para que haja motivação, precisamos levar em conta suas necessidades.
Para que o processo ensino-aprendizado seja eficaz o professor precisa conhecer seus alunos. Precisa olhar e tratar seus alunos como ovelhas e adequar seus métodos didáticos às diferenças individuais, visando a uma aprendizagem mais satisfatória.
É nosso trabalho como professor conhecer nossos alunos, suas lutas e fraquezas, suas tentações e alegrias. Você conhece seus alunos? Sabe quem são seus pais, onde eles estudam, onde trabalham, quais são seus sonhos ? etc..
O modelo de Maslow nos mostra quão importante e eficaz se torna o ensino e a aprendizagem se nós como professores considerarmos as necessidades dos nossos alunos.
Jesus não pregava sermões enlatados. Ele os pregava na casa, na sinagoga, nos montes ou a beira-mar sempre muito naturalmente e partindo do interesse e das necessidades de seus ouvintes e de suas necessidades. (Lc 10:25,26; Jo 4:10; Lc 4:16-30)
O conteúdo pode ser bíblico e correto, mas se não atender as necessidades do aluno não terá muito valor. É como dar água e não pão para quem tem fome. Nós como professores precisamos manter uma relação mais pessoal e íntima com nossos alunos.
Jesus era relacional: O coração de Jesus pulsava não só pelas idéias, mas também pelas pessoas. Ele estava mais preocupado com as pessoas do que com o trabalho a ser realizado. Jesus era um mestre que criava pontes e não muros entre as pessoas. (Jo 5:1-15)
4) A aprendizagem terá mais sucesso se for baseada em atividades.
Este princípio é aquilo que temos visto na frase: "Aprender a fazer, fazendo" Nossos alunos aprendem quando ouvem, vêem e fazem. Existe o prazer puro do conhecimento, mas o aprendizado deve produzir mudanças em nossas vidas.
5) A Aprendizagem ocorre quando se observa o professor como modelo.
Poucas coisas tocam tão de perto o coração de um aluno quando este verifica que o professor pratica aquilo que ensina. A aula não é um mero discurso, mas o compartilhar de experiências reais. Veja o exemplo de Jesus. O que ele pregava e fazia eram a mesma coisa. Nele não havia contradições. ( Mt 7:29; Lc 4:32; At 7:22 )
III. A COMUNICAÇÃO E O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM
O termo comunicação vem do latim communis, que quer dizer "comum". Para que possamos comunicar algo a alguém precisamos estabelecer pontos em comum com ele.
1) PONTOS DE ESTRANGULAMENTO DA COMUNICAÇÃO:

  • Professor é um mau comunicador e não percebe isto.
  • Professor está mais interessado em dar a matéria do que despertar o interesse do aluno.
  • Professor se utiliza de termos e conceitos que não são da experiência dos alunos.
  • Professor parte da premissa de que todos os seus alunos têm o mesmo nível de inteligência.
  • Professor não parte do ponto em que o aluno está.

2) ELEMENTOS BÁSICOS DO PROCESSO DA COMUNICAÇÃO
No processo da comunicação (tornar comum) humana intervêm, necessariamente cinco elementos:

  • - O Transmissor : É aquele que transmite
  • - O Receptor : O que recebe

A comunicação exige a participação, no mínimo de 2 pessoas. Se um indivíduo fala e ninguém ouve, o processo da comunicação humana não se completou.
3) - A Mensagem : É o elo de ligação dos dois pontos do circuito.
Toda mensagem no processo da comunicação humana precisa ser significativa, deve dizer qualquer coisa em comum para o transmissor e para o receptor. O professor precisa conhecer o assunto que vai ministrar.
4) - O meio: O meio pode prejudicar ou facilitar a comunicação. Dominar o meio da comunicação humana é condição essencial à sua efetividade.
O meio da comunicação precisa atender a dois requisitos fundamentais:

  • Ser dominado tanto pelo transmissor quanto pelo receptor.
  • Estar de acordo com a mensagem que transporta.

5) - Finalidade - Objetivo : A finalidade da comunicação deve ser evidente, para prevenir distorções e mal-entendidos.
A pergunta: "Onde quero chegar"? é fundamental para a efetivação da comunicação.
3) COMUNICAÇÃO EM RELAÇÃO À MEMÓRIA
Nossos alunos aprendem quando ouvem, vêem e fazem.
Comunicação com Palavras escritas - 7%
Comunicação com palavras: sendo ditas, tom de voz, volume, ritmo - 38%
Comunicação vendo: Expressões faciais, gestos, etc... – 55 %.
Existe o puro prazer do conhecimento, mas o aprendizado deve produzir mudanças em nossas vidas.
4) OS RECURSOS AUDIOVISUAIS MELHORAM A MEMÓRIA
Recursos audiovisuais frisam que a aprendizagem acontece por todos os cinco sentidos:
Paladar ........................................................ 1%
Tato .............................................................. 1,5%
Olfato ............................................................ 3,5%
Audição ....................................................... 11%
Visão ............................................................ 83%

5) COMO APRESENTAR O CONTEÚDO ( A MENSAGEM )
2           Um fator muito importante na comunicação da mensagem é a maneira como falamos quando temos a incumbência de ensinar. Todos nós já ouvimos vários tipos de professores, pregadores e oradores: alguns interessantes, outros fracos e sem nenhum brilho; alguns falando com idéias breves e claras, outros demorando muito em expressar o que querem dizer; alguns com uma mensagem vital, outros sem nada para dizer, usando palavras destituídas de sentido, valor e clareza.
Algumas recomendações para se evitar os ruídos na comunicação:
Planeje cuidadosamente sua comunicação. Evite falar demais. Seja objetivo.
Antes da comunicação decida qual o melhor meio
Quando oralmente, fale de maneira clara e pausadamente
Evite comunicar-se sob estado de tensão; você poderá dizer muita coisa e depois se arrepende
Use a mesma linguagem do receptor
Fale um assunto de cada vez. Não misture os assuntos
Verifique se foi compreendido através de perguntas dirigidas ao grupo
Ouça o que os outros têm a dizer. Não menospreze qualquer opinião ou sugestão
Pense um momento. Como podemos ser mais atraentes ao proferir ou apresentar as mensagens? O nosso desejo, por certo, é segurar a atenção dos ouvintes para que ganhem o máximo daquilo que Deus tem colocado em nosso coração. Quais são alguns dos bons hábitos que o professor deve mostrar na sua fala?

  • Use Linguagem Simples e Clara: O nosso Senhor Jesus Cristo, embora Deus-Homem, falou em termos claros e perfeitamente compreensíveis para povo comum. Ele poderia ter usado uma linguagem profunda e difícil. Mas escolheu palavras simples para o povo.

Creio que todo professor deveria aplicar o lema de Agostinho: "A chave de madeira não é tão bonita quanto a de ouro, mas se ela abre uma porta que a chave de ouro não consegue abrir, é muito mais útil"
Citando novamente Stott, ele nos conta a história de um paciente num hospital de loucos que, após ouvir o capelão por algum tempo, comentou: "Se Deus não me ajudar, vou acabar assim também!"

  • Procurar Usar o Próprio Estilo: Não deve o professor imitar ninguém, deve ser natural e usar a própria personalidade que Deus lhe tem dado. Especialmente quanto ao tom de voz que usa ao falar, o professor deve usar o seu próprio tom habitual.
  • Falar de Tal Forma Que Todos Possam Ouvir e Compreender: Uns dos principais problemas de muitas pessoas que falam em público é o de serem ouvidas ou entendidas. Às vezes o volume ou força de voz não é suficiente para que os que estão mais afastados possam ouvir sem dificuldade.

O professor precisa pronunciar distintamente cada palavra. Alguns falam depressa demais, quase em ritmo de metralhadora ! Devemos tomar o máximo cuidado com a articulação ou enunciação de nossas palavras.

  • Falar com o Corpo Todo: Se a exposição da aula é uma espécie de "conversa animada", devemos utilizar as nossas mãos para dar ênfase àquilo que dizemos. Se a mensagem estiver cheia de vida, não teremos muito problema em reforçar as nossas palavras com gestos.

Qual o mais interessante para se escutar. Alguém falando:
Com variação no tipo de freqüência dos gestos?
Com muitos gestos semelhantes que se repetem continuamente?
Sem nenhum gesto?

  • Falar com Convicção: Convicção é uma característica dos grandes mestres de todos os tempos. Para alcançarmos êxito no ensino, muito depende da convicção com que falamos. Uma das fontes principais de popularidade e magnetismo pessoal na sala de aula é uma convicção inabalável, uma alvo definido.

Quando Charles H. Spurgeon, o grande pregador do século XIX, pastor da Igreja All Souls, em Londres deu início a seu ministério, um ateu bem conhecido informou a seus amigos que iria ouvir Spurgeon pregar.
Por que? Perguntaram seus amigos incrédulos. Você não acredita em nada que ele prega.
Eu não acredito, concordou o ateu, mas ele acredita.

  • Falar com Entusiasmo (En+Teos): O entusiasmo é uma outra qualidade que está ligada à convicção. O entusiasmo ajuda muito a qualquer palestra ou sermão. Esta qualidade é atraente e contagiante. Entusiasmo por parte do professor gerará entusiasmo nos ouvintes.

Devemos mostrar o nosso entusiasmo em nossa voz, expressão facial e também em nossa maneira de falar. Se vale a pena pregarmos a nossa mensagem, valerá também sermos entusiasmados com ela. Se os professores e as pessoas que fazem palestras se entusiasmam ao proferir aulas e palestras, quanto mais nós, que temos a "boca-nova" de salvação e perdão para os nossos ouvintes!

  • Falar com Amor: Que prazer é ouvir algumas pessoas falar ! O rosto delas parece radiar o gozo, a paz e o amor do Senhor. É fácil prestar atenção àquilo que dizem. Sentimos o amo de Deus quando falam. Como têm uma atitude simpática e não de condenação ou superioridade ! Sigamos o exemplo destes, e não o exemplo negativo de alguns que falam sem manifestar o amor e compaixão do nosso Mestre.
  • Pregar no Poder do Espírito: O apóstolo Paulo assim escreveu em I Coríntios 2:4,5 : "A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus."

Variar a entonação e a velocidade da voz.
Responda você mesmo : Qual é o mais interessante para se escutar ?
O tempo todo voz triste ?
Com variação de tom de voz ?
O tempo todo com voz alegre ?
Qual o mais interessante para se escutar?
Aquele que fala:
O tempo todo depressa?
O tempo todo devagar?
Com variação de velocidade?
IV. OS MÉTODOS NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM
Como incentivar a participação mais efetiva de nossos alunos?
A palavra método vem do grego methodos. Daí a nossa palavra metodologia (método + logia) estudo dos métodos. É a arte de guiar o aprendiz na investigação da verdade.
Método portanto, é o caminho para se atingir um objetivo, um resultado.
"A aprendizagem se realiza através da conduta ativa do aluno, que aprende mediante o que ele faz e não o que faz o professor". Ralph W. Tyler
Existem várias maneiras, caminhos, métodos para ensinar um assunto.
O professor que busca transmitir ao aluno determinado ensino e deseja alcançar o objetivo do aprendizado efetivo, deve analisar e selecionar o método mais adequado e mais eficaz.
1 - Exposição - Preleção
Devemos utilizar este método:

  • Para dar uma informação.
  • Quando os alunos estiverem motivados.
  • Quando o orador tiver fluência e administração do grupo.
  • Quando o grupo for grande, impossibilitando o uso de outros métodos.
  • Para adicionar ou destacar algo novo ao conhecimento já adquirido.

Exposição Verbal : Utilizado quando o assunto é desconhecido ou quando as idéias dos alunos são insuficientes ou imprecisas. Conforme o nível de aprendizado do aluno, a exposição pode ser intercalada com a exposição dos alunos, ainda que informalmente.
Desvantagens do método expositivo:

  • A aprendizagem pode ser mecânica (não crescem, mas engordam)
  • Pode gerar um processo de memorização sem aprendizado
  • O uso de linguagem e termos inadequados
  • Pode haver uma preleção sem cativar: Não se conquista o aluno, ao contrário, a tendência é de distanciamento.
  • Trabalho Independente:

Consiste de tarefas dirigidas e orientadas pelo professor. Efetuar uma pesquisa, elaborar um sermão, resolver uma questão... Deve ser utilizado após análise do objetivo do curso, do nível de conhecimento do aluno, do tempo disponível... pois o principal objetivo será o desenvolvimento da atividade mental do aluno, fixando o aprendizado. Exige acompanhamento do professor, corrigindo e estimulando.

  • Elaboração conjunta:

O exemplo mais típico de elaboração conjunta é a "conversação didática". Não é um simples responder perguntas, mas um interagir professor-aluno. Exigirá maior preparo metodológico do professor, como também um conhecimento mais abrangente, pois ele não apenas coordenará o processo, mas fará parte do processo. O resultado será coletivo.
Professores inexperientes, autoritários, formais ou dogmáticos certamente enfrentarão dificuldades com este método. Aparentemente pode não ter problemas, pois toda e qualquer expressão ou discórdia será combatida.

  • Trabalho em grupo:

Distribuição de temas, perguntas, questões... para que em grupos de 3 a 5 alunos as questões sejam trabalhadas. Deve-se fixar um objetivo a ser atendido.
Os "grupos" de alunos devem ser divididos, buscando a formação heterogênea. O ambiente deve ser preparado antecipadamente para ganhar tempo e evitar bagunça. (a não ser que a bagunça faça parte do objetivo).
Podemos utilizar este método:

  • Para obter a participação do aluno ( na maioria dos casos todos participam, mesmo aqueles mais tímidos e inibidos)
  • Para avaliar o conhecimento do grupo
  • Para reafirmar conceitos
  • Para produzir ambiente descontraído, propício ao aprendizado. (em ambientes tensos, autoritários, formais, o aprendizado torna-se mais difícil)

Representação, Dramatização
Apresentação de um problema humano por determinado número de alunos, para análise e discussão pelo restante do grupo.
O Teatro de sombras: Representações de personagens, atrás de um lençol. Os personagens devem atuar de perfil (de lado) obviamente.
Temos também o Teatro de Marionetes e o Teatro de Vareta
Teatro de fantoches: Consiste em fantoches de papel, fixados numa vara de churrasco, bambu ou palitos de sorvete. ( Fantoches de Luvas, Fantoches de Mão, Fantoche Andarilho )
O fantoche pode ser preso à mão por um elástico costurado na cintura. Fazer botas de cartolina que serão ajustadas aos dedos.
Debates: Neste método oradores falam a favor ou contra uma proposição, defendendo seus pontos de vista. Em um segundo momento, o grupo que assiste poderá fazer perguntas aos debatedores.
Painel de Oposição ou debate: Discussão diante de um auditório sobre determinado tópico. Requer três ou mais participantes e um líder.
Os participantes e o líder devem ter conhecimento geral e específico na área e domínio próprio para que o painel não se transforme em "pancadaria intelectual".
Podemos utilizar este método:

  • Para apresentar pontos de vista diferentes.
  • Quando houver pessoas qualificadas para compor o painel.
  • Quando o assunto for complexo demais, dificultando a participação do grupo todo.
  • Quando for melhor para o aprendizado somente observar e não discutir.
  • Quando quiser analisar as vantagens e desvantagens na solução de um problema.

Seminário: O nome desta técnica vem da palavra "semente", o que indica que o seminário é uma excelente ocasião para germinar a semente de novas idéias, favorecendo assim o aprendizado.
Atividades Especiais:
Leitura complementar
Visitas entre alunos
Visitas a lugares específicos
Piquenique

V. RECURSOS PEDAGÓGICOS NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
A aceleração na história nada mais é do que o tempo entre a descoberta e a aplicação dos processos tecnológicos. A fotografia levou 112 anos entre a descoberta e a aplicação. O telefone, 56 anos; o rádio, 35; a televisão, 12; o computador, 2 anos. O computador 286, 1 ano e do 486 para o Pentium, 1 mês .
Nossa sociedade está em constantes mudanças. Se nós professores, também não acompanharmos estas mudanças e transformaçães, vamos ficar para trás. Veja alguns recursos pedagógicos que podemos lançar mão para tornar nosso trabalho como professor, mas fácil:
1) Apostilas: O professor pode preparar a sua aula e colocar isto em forma de apostila. Assim os alunos poderão acompanhar a aula, lendo, vendo e ouvindo.
2) Quadro "negro": Às vezes se faz necessário ao professor escrever alguma palavra para que o aluno visualize e entenda seu significado. Auxilia ao professor que vez ou outra precisa fazer um gráfico, ou expor de maneira visual seu argumento.
3) Retroprojetor: Exposição com ilustração visual : Apresentação gráfica de fatos, fenômenos ... através de gráficos, mapas, esquemas, gravuras, etc. ( Ex. Viagens missionárias de Paulo (mapas) )
4) Flip Chart: Tem a mesma função do quadro "negro", porém por ser móvel, pode ser levado para qualquer outro ambiente e também sua posição dentro da sala de aula.
5) TV e Vídeo: Existem bons filmes que podem ser utilizados para favorecerem o ensino.
6) Computador: Gráficos, desenhos, Multimídia, etc....
VI. O PAPEL DO ESPÍRITO SANTO NO PROCESSO ENSINO APRENDIZADO
O que distingue a Educação secular da cristã, é que esta tem a Bíblia como seu objeto de estudo e sua meta é a transformação de vidas. Em razão disto a obra do Espírito Santo é indispensável para alcançarmos tão sublime meta.
Na educação cristã, a eficácia do ensino depende indiscutivelmente da obra do Espírito Santo. Esta eficácia ocorre em 3 etapas: Na preparação da aula, na ministração e na recepção por parte dos alunos.
RAZÕES DA NECESSIDADE DO ESPÍRITO SANTO NO PROCESSO PEDAGÓGICO
Em Relação ao Professor:
1) - O professor precisa de capacitação espiritual.
Lemos I Co 2:1-4 e II Co 3:5 que o sucesso do ensino não depende, em primeiro lugar, da capacidade do professor. O mestre pode ser eloqüente, gesticular bem, mostrar grandes conhecimentos, e no entanto seu ensino não ter o efeito esperado.
A Educação cristã é um processo cooperativo envolvendo o humano e o divino. O professor estuda, planeja e ensina a verdade; o Espírito Santo procura dar direção, poder e iluminação aos professores. (Zac 4:6)
Em Relação ao Aluno:
2) - É o Espírito Santo que aplica a verdade ensinada.
O resultado eficaz do ensino depende da ação iluminadora no coração dos ouvintes. Apenas ter conhecimento da verdade apresentada, não transforma os ouvintes. Para que a Palavra ensinada seja eficaz na vida dos alunos precisamos do ministério de iluminação do Espírito Santo. (Jo 14:26; 16:13; II Co 2:10-15)
VII - AS QUALIFICAÇÕES DO PROFESSOR EFICAZ
O que você acha de um mecânico de automóvel que não tem noção do que seja um radiador? Ou de um médico que não qual a diferença entre sangue tipo A e tipo B? A conclusão óbvia é: não estão qualificados para exercer seu trabalho.
Da mesma forma o professor precisa preencher alguns requisitos básicos para estar apto a exercer o ministério de ensino na Igreja de Cristo.
Iremos considerar alguns elementos no ministério de Jesus e teremos mais instrução para cumprir nossa missão de mestre de maneira mais eficaz.
1) O Professor deve ensinar com a própria vida.
A classe de aula é a extensão da vida do professor. Esta talvez seja a qualidade mais importante na vida de qualquer professor.
As pessoas ouviam o ensino de Jesus e o admirava. A razão está no fato de que Jesus ensinava com autoridade - Mc 1:22; Lc 4:22; At 7:22.
2) O professor precisa estar convicto daquilo que ensina.
O professor precisa ter convicção pessoal daquilo que está ministrando.
O professor que não tiver convicção naquilo que está ministrando não conseguirá persuadir seus alunos.
O que você diria de uma pessoa que viesse à sua casa e com muita tranqüilidade e indiferença dissesse: "Sua casa está pegando fogo lá atrás"? Você daria crédito?
3) O professor precisa ter senso de vocação.
Ser professor não pode ser uma opção só porque não tinha outra coisa para se fazer na Igreja. E ninguém deve assumir a função de ensinar só porque não tinha outra pessoa para ocupar o cargo.
Ser professor na Escola Bíblica Dominical é vocação. Note o exemplo de Jesus - Mt 4:23; Jo 13:3; 3:2. Jesus é chamado de Mestre pelo menos 45 vezes nos Evangelhos.
4) O Professor precisa ter conhecimento das Escrituras.
Não poderia ser diferente. A Bíblia é a matéria prima do trabalho do professor. O professor de Escola Dominical que desconhece as Escrituras é tão incongruente quanto um advogado que desconhece o código de leis de seu país. (Mt 4:1-11; Lc 24:27; Mt 5:17-48)
5) O professor precisa conhecer a natureza humana.
Todo aquele que lida com pessoas, precisa conhecer a natureza humana. O professor precisa compreender a vida humana e os intrincados problemas a que as pessoas estão sujeitas.
O professor é também um "médico". Sua função é receitar o remédio certo para as dores do coração humano. ( Jo 2:25; Mt 9:4; Jo 6:61-64; Jo 4:17,18)
Ilustração: Gráfico de quem são os nossos alunos.
(A Liderança Cristã)
6) O professor precisa dominar a arte de ensinar.
O professor se quiser ser eficaz em seu ministério será necessário se preparar conhecendo e dominando bem o seu trabalho. Se faz necessário ler muito sobre a arte da pedagogia; as regras, os caminhos mais eficazes para se ensinar; erros que não se devem cometer, etc...
VIII. OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZADO
Tudo fica mais fácil quando temos um objetivo claro em mente. O que você diria de alguém que simplesmente entra num ônibus, mas sem saber onde ele quer chegar? Loucura? Pois é, mas acontece que muitos professores entram numa sala de aula e começam a dar a lição sem saber onde querem chegar com a lição.
O professor se quiser ensinar de modo eficaz precisa ter um alvo a ser atingido.
Vejamos alguns objetivos do ensino:
1) Formar cristãos com caracteres maduros. (Discipulado)
2) Preparar os crentes para o serviço cristão. (Serviço)
3) Evangelizar aqueles que não são convertidos. (Evangelismo)
4) Ajude na solução de problemas. (Ação social)
5) Solidificar o ensino das Escrituras (Doutrina)
6) Preparar os cristãos para se relacionar entre si. (Comunhão)
IX. CARACTERÍSTICAS DO DOM DE ENSINO
Algumas características, entre as que podem ser observadas no possuidor do Dom de Ensino
01 - Capacidade de explicar claramente e aplicar eficientemente a Palavra de Deus, de modo a transmitir informações relevante ao bem estar espiritual e ao ministério individual do irmãos.
02 - Gosta de descobrir e armazenar a verdade. Questiona idéias e conceitos novos até compreender a verdade sobre esses conceitos e como eles podem ser aplicados na prática.
03 - Organiza dados e informações metodicamente. Apresenta a verdade numa seqüência organizada e sistemática. Não ensina à queima-roupa.
04 - Ajuda outros a compreenderem a Verdade, com todos os recursos de didática: explicações claras, simples, que conduzem os outros a raciocinar corretamente, até compreenderem a verdade e saberem como aplicá-la. Procura fazer com que os princípios bíblicos sejam úteis e aplicáveis no dia-a-dia do crente.
05 - Faz questão de usar a palavra exata e de esclarecer o sentido das palavras. Pode até exagerar na exposição dos detalhes.
06 - Tem convicção de que este Dom é básico para o exercício dos demais.
07 - Recebe iluminação de Deus nos seus estudos e transmite efetivamente esclarecimentos que iluminam a Palavra de Deus.
Maior Satisfação: Obter e armazenar informações, para transmiti-las.
Riscos de pecado neste ministério:
01 - Por orgulhar-se do seu conhecimento;
02 - Por desprezar os que não tem o mesmo grau de conhecimento e não são metódicos;
03 - Por ensinar somente coisas que agradem uma parte do auditório;
04 - Por esquecer que é Deus que o capacita a transmitir corretamente a Palavra.
CARACTERÍSTICAS DE UM BOM PROFESSOR
As características do professor estão muito ligadas à sua personalidade e ao seu caráter.
Estas características são também individuais e dependem da situação e da matéria.
Sugerimos que você faça uma lista que contenha 5 (cinco) características de um bom e experiente professor.
Geralmente os educadores estão de acordo com respeito às qualidades necessárias.
Como resultado de um seminário, professores elaboram uma lista que contém as características (importantes) de um bom professor, a saber:

  • Conhece profundamente a matéria a ser ensinada.
  • Prepara cada aula de forma específica, identificando claramente o objetivo de cada lição e aula.
  • Explica aos alunos o objetivo da lição.
  • Explica o motivo da tarefa a ser realizada.
  • Cria um ambiente agradável para o aprendizado.
  • Gosta de trabalhar com os alunos.
  • Dá instruções claras e é bem organizado.
  • Apresenta o conteúdo da matéria com modelos ou exemplos.
  • Mantém-se dentro dos limites do objetivo.
  • Exige muito dos alunos, treina-os para que sejam responsáveis quanto ao estudo.
  • Atua de maneira constante.
  • É dedicado e responsável, exige muito de si mesmo.
  • É criativo, versátil na maneira de ensinar, possui novas idéias e novos materiais.
  • É entusiasta e enérgico, porém aceita idéias dos alunos.
  • Notifica o aluno quanto ao seu aproveitamento.
  • É flexível, está sempre disposto a dar e receber (aconselhar e escutar).
  • Provê oportunidades de aprendizagem para os alunos atrasados ou avançados sem causar embaraços, isto é, adapta o ensino segundo as necessidades individuais dos alunos.
  • Estimula a sala de aula para que haja respeito mútuo e cooperação (lições e pesquisas em grupo).
  • Trata os alunos como indivíduos.
  • Respeita as opiniões dos alunos, reagindo sempre de maneira construtiva.
  • Encoraja os alunos a melhorar e ter um bom conceito de si mesmos.
  • Tem senso de humor, expressa seus sentimentos e atitudes.
  • Tem um relacionamento amigável com os alunos, mantendo a disciplina.
  • Coopera com os outros professores.
  • Veste-se de forma adequada.
  • Usa métodos de ensino comprovados.
  • Continua seu desenvolvimento profissional.
  • Conhece a vida pessoal dos alunos.
  • Importa-se em conhecer a comunidade e os recursos locais.

Várias pesquisas indicam cinco pontos essenciais que descrevem um bom professor. São eles:

    • Conhecer bem a matéria.
    • Tratar os alunos como indivíduos e ser amigável.
    • Ser criativo, entusiasta e inovador no preparo das aulas.
    • Ser exigente e manter a disciplina.
    • Manter-se dentro dos limites do objetivo.

CARACTERÍSTICAS DOS ALUNOS DESSES PROFESSORES

  • Demonstram conhecimento da aula.
  • Têm uma atitude amigável uns para com os outros e para com o professor.
  • São responsáveis quanto ao aprendizado.
  • Respeitam o currículo e a escola.
  • Aprendem conceitos, habilidades e atitudes conforme o currículo, segundo os resultados dos testes correspondentes.
  • Demonstram um comportamento que indica uma atitude positiva para com os outros alunos e para consigo mesmos.
  • Geralmente não existe nenhum problema de comportamento em sala de aula.
  • Aprendem muito mais e melhor.

A ESCOLA CRIATIVA
Dicas práticas para sua escola dominical
Eis aqui algumas dicas das professoras Cristina Mellin e Damaris Scotuzzi para dinamizar um pouco mais a sua escola dominical. Mas queremos ressaltar que são apenas dicas. Importantes e práticas, mas ainda assim são dicas. Meios e não fim. Nada substitui um professor bem preparado e o ensino consistente da Palavra de Deus.
COMO MOTIVAR SEUS ALUNOS POR CRISTINA MELLIN
Motivação é interesse e vigor físico para alcançar um objetivo ou para fazer alguma coisa. Para estudar e entender a motivação dos alunos, devemos descobrir o que os motiva. Exemplos
A promessa de um dia de folga após passar no exame foi a motivação que fez com que todos estudassem e passassem (neste caso, pode-se entender motivação como incentivo).
Fala-se também que aquilo que o professor fala, o que faz, como apresenta a aula, pode e deve ser motivador ou causar motivação.
MOTIVAÇÃO = vigor físico + interesse + objetivo ou enfoque
O aluno motivado é o aluno que presta atenção, faz o trabalho, participa nas atividades da classe, quer saber mais e, geralmente, não causa problemas. O contrário de motivação é apatia, preguiça ou falta de interesse.
A motivação é importante no ensino porque leva o aluno a responder. Ela desperta curiosidade e provoca respostas, as quais darão oportunidade para serem premiadas e mudar o comportamento do aluno, seja nos estudos ou em outras atividades. O aluno motivado começa a participar, envolver-se e aprender mais.
Gostaríamos de enfatizar a importância da motivação com respeito à disciplina. Uma classe onde os alunos estão motivados a aprender e a participar é uma classe de poucos problemas de disciplina. A motivação é uma chave importante para um ensino melhor e para manter a disciplina.
FATORES DA MOTIVAÇÃO
Distinguem-se seis fatores essenciais de Motivação:
Nível de antecipação ou tensão: o aluno bem sucedido geralmente é aquele que se preocupa. O professor deve planejar dar responsabilidade aos alunos, dar oportunidades e desafiá-los a mudarem de comportamento e aprenderem melhor.
Interesse individual pelos alunos: o professor demonstra seu interesse no aprendizado e nas necessidades de cada aluno. Ele se comunica com cada um deles para conhecê-los e ajudá-los.
Tom afetivo: o professor cria um ambiente de aceitação e boa comunicação para que todos os alunos possam crescer e aprender.
Sucesso pessoal do aluno: o professor planeja possibilitar o sucesso de cada aluno, tanto para aqueles que precisam de mais desafio quanto para aqueles que precisam de atenção especial.
Conhecimento de resultados: é dever do professor comunicar os resultados dos esforços (ou falta de esforço) do aluno. Somente assim ele será motivado a melhorar.
Relação entre o reforço e a motivação para produzir e participar: reforço é um instrumento potente para mudar o comportamento. O professor deve saber como e quando aplicá-lo no ensino e em todo o contato com os alunos.
NÍVEL DE ANTECIPAÇÃO OU TENSÃO
Refere-se ao nível de ansiedade ou preocupação do aluno. É fato comprovado que um aluno obterá melhores resultados numa prova ao sentir-se pressionado (tensão nervosa) do que se não sentir pressão alguma. Exemplo:
Se o professor disser: "Depois desta lição vou dar um teste que vai valer nota", a maioria dos alunos irá prestar mais atenção e irá memorizar melhor a matéria do que se o professor não disser nada.
Certa quantidade de pressão ou preocupação é necessária para haver motivação para aprender. A pessoa preguiçosa não será um bom cristão, nem pastor ou professor.
A ânsia sentida deve ser moderada ou poderá tomar a energia necessária para estudar e aprender.
Existem também casos em que os alunos estão sob tanta pressão que não podem trabalhar direito. Nesse caso o professor deve diminuir a tensão ou acalmar o aluno.
O professor deve conhecer seus alunos para saber em que nível de tensão está cada um deles. Deve também incentivar os alunos a estudarem mais, especialmente a Bíblia:
Exemplo 1:
(Matéria - Introdução à Bíblia):
Um professor entra e fala: "A semana passada falamos de forma geral sobre as profecias que se cumpriram. Hoje vamos verificar biblicamente que Jesus Cristo era (é) o verdadeiro Messias".
O professor explica como isto é importante: "Vamos nos dividir em grupos de cinco e cada grupo terá como objetivo procurar no mínimo cinco profecias no Velho Testamento que, cumpridas por Jesus, comprovam sua identidade. Após isso, cada grupo preparará um resumo para ser compartilhado com a classe na segunda hora do ensino".
O professor distribui uma folha de instrução juntamente com livros e com outros recursos para realizar a pesquisa. Ele deve fazer exigências aos alunos, impor-lhes responsabilidades. Isto causa pressão. Também exige de si mesmo.
Exemplo 2:
O professor entra e fala: "Prestem atenção: na próxima semana vocês farão um teste sobre tudo o que vou falar hoje. Darei dicas indicando os pontos mais importantes, mas anotem tudo o que for possível".
Em ambos os exemplos os alunos percebem a necessidade de se envolverem e prepararem-se para obter uma boa nota.
INTERESSE INDIVIDUAL
O professor deve demonstrar seu interesse por cada aluno; interesse em cada um deles como um indivíduo diferente. Deve demonstrar interesse em seu sucesso, compartilhando sua fé na capacidade de cada um. Ele faz com que eles percebam que se sua atenção é sincera, convencendo-os que está à espera de que todos aprendam e passem. Isto somente é possível se o professor tiver boa vontade de dar seu tempo e se comunicar eficientemente. Esse respeito pelos alunos será correspondido.
Outras maneiras de expressar interesse pessoal através do ensino:

      • Mantenha contato individual através dos olhos.
      • Mude de posição e mova-se (não fique em um só lugar).
      • Use um tom de voz agradável, expressivo e que possa ser facilmente ouvido.
      • Utilize ilustrações e audiovisuais com cores e desenhos.
      • Varie sua maneira de ensinar.
      • Faça planos para aplicar as modalidades visual, auditiva e tátil de ensino.
      • Dê oportunidade para os alunos usarem todas as modalidades ao se expressarem.
      • Faça provisão para alunos que tenham provisão necessidades especiais, lembrando que todos somos diferentes.
      • Dê oportunidade para todos responderem.
      • Dê oportunidade para todos expressarem sucesso.
      • Dê oportunidade para discussão, debate e trabalhos em grupo.

Estas formas de incentivo ou motivação mantém o interesse dos alunos, mas, além disso, o conteúdo da lição tem que ser apropriado para as suas idades. Por natureza, o conteúdo da lição nem sempre é interessante para os alunos, porém é dever do professor criar uma aula interessante. Para cumprir com este dever o professor precisa conhecer muito bem seus alunos e diversificar suas estratégias de ensino.
Freqüentemente considera-se que interesse e motivação sejam similares. Se uma pessoa se interessar por um trabalho, vai estar mais motivada a completá-lo. No entanto, somente interesse não é suficiente, é preciso realizar o objetivo.
Todos os aspectos de motivação influem no desenvolvimento do interesse. Outras variáveis incluídas são a personalidade do aluno e o conteúdo apresentado.
TOM AFETIVO OU SENSIBILIDADE DO PROFESSOR PARA COM OS ALUNOS (clima da sala de aula)
O afeto do professor, a sua sensibilidade e a maneira de se comunicar vão influenciar o modo de agir dos alunos. Se o professor se expressa de forma agradável ou de forma dura, criará mais motivação no aluno do que um ambiente neutro. Contudo, tal expressão deve ser moderada; nem amigável demais, nem exageradamente dura. O afeto refere-se a atitudes e sentimentos expressados ou presentes no ambiente.
Sua maneira de ser, atuar e falar é muito significativa. O professor pode ser frio, distante, desinteressado ou pode ser alegre, amável e se interessar pessoal e individualmente pelos alunos. Também a sala pode ser fria, sem nenhuma decoração, ou pode ter avisos, quadros, plantas, animais e trabalhos artísticos. Isto vai afetar os sentimentos e atitudes dos alunos.
Um ambiente frio e triste não produz motivação para aprender. A sala deve ter cores e decorações para criar um ambiente de aceitação. Em uma classe cristã há muitas oportunidades de ilustrar a vida de Jesus e a vida de um cristão.
Por "tom afetivo" não devemos entender que o professor deva se comportar como um aluno, ou que não exija respeito. Você pode ser muito amável e até amigável, sem se pôr a brincar com eles.
SUCESSO (êxito)
O aluno deve sentir e saber que está obtendo sucesso para querer continuar. O professor tem a responsabilidade de ensinar. Isso significa mudar a condição do aluno para que ele melhore o seu nível de conhecimento.
O aluno tem que se esforçar de acordo com o grau de dificuldade. Na realidade, o grau de esforço individual do aluno está muito ligado à motivação que ele experimenta na aula.
O ensino não deve ser difícil demais nem fácil demais. Deve ser de valor para o aluno. Deve-se ensinar alguma coisa nova e que seja fácil de entender.
Alguns alunos não aprendem por causa de suas atitudes. Geralmente isso reflete um problema pessoal que, por sua vez, tende a refletir um problema familiar. É responsabilidade do professor mudar a atitude negativa (não produtiva) dando muitas oportunidades para que este aluno tenha êxito no que faz. Pode designar trabalhos mais curtos e em seu nível de compreensão. Deve premiá-lo pelas coisas que pode fazer bem. É importante que ele aprenda a gostar de aprender e da escola, senão não terá motivação para aprender. A atitude do estudante para consigo mesmo é muito importante, ele tem que saber que pode aprender (com a ajuda de Jesus). Muitas das atitudes negativas, como a falta de motivação e outros problemas, simplesmente desaparecem quando o aluno recebe a Jesus.
CONHECIMENTO DE RESULTADOS
É importante para o aluno saber que os seus esforços são recompensados. O professor deve corrigir e devolver os trabalhos com comentários, sempre que possível. O aluno também precisa saber em que precisa melhorar para passar. Só saber se passou ou não após terminar o curso não dá motivação nem oportunidade para melhorar a nota durante o curso.
O aluno precisa saber se as suas respostas estão corretas ou não.
O conhecimento deve ser claro.
A informação deve ser dada imediatamente após cada trabalho ou teste, ou o mais rápido possível.
O professor deve se comunicar com os alunos depois da aula com regularidade. Pode falar com quatro ou cinco deles após cada aula, mostrando suas respectivas notas, falando a respeito dos trabalhos e como eles poderão melhorar.
Deve também dar testes regularmente para ampliar o conhecimento deles e abrir oportunidade para ajudar, começando na primeira parte do curso.
RELAÇÃO ENTRE REFORÇO E MOTIVAÇÃO
O reforço deve vir imediatamente após uma atividade. Para criar motivação reforce a ação certa. Logo a pessoa vai repeti-la. Exemplo:
Se João bate o pênalti e faz gol e todos os seus companheiros o abraçam e gritam de felicidade, João certamente vai tentar fazer outros gols. Porém, se todos continuam sem dar atenção a João, certamente ele não vai se esforçar muito na próxima vez.
O professor deve premiar ou recompensar o aluno quando ele fizer alguma coisa boa. O aluno, pouco a pouco, descobre que quando sua atitude é boa (faz bom trabalho ou esforça-se para aprender) acaba recebendo a aprovação de outros alunos e do professor. O uso de reforço cria motivação no aluno.
MOTIVAÇÃO TEM DINÂMICA
Cada ação do professor causa uma reação no aluno.
O professor deve decidir qual ação irá usar para obter a reação que ele quer do aluno.
O professor muda os reforços do ambiente para motivar os alunos (deve criar grupos, mudar de atividades, etc.).
O professor deve criar e trazer materiais para motivar.
O professor conhece seus alunos e os reforços aos quais eles respondem, por isso, usará reforço individualmente e em grupo.
O entusiasmo do professor faz parte do ensino.
Podemos definir motivação de muitas maneiras, embora nunca esteja ausente a dinâmica: a motivação é criada pela maneira de ser e agir do professor. A motivação vem do ambiente, dos livros, dos materiais e de outros alunos. Também cada aluno traz uma motivação própria que precisa ser dirigida e nutrida. A motivação é uma chave importante para ter disciplina na classe. (O significado de disciplina é ordem ou comportamento ordenado e correto. Não estamos falando de castigo.)
O professor deve motivar seus alunos conforme temos indicado. Quando o aluno está incentivado para aprender uma coisa específica, seu comportamento é correto. Ele se concentra no ensino ou no trabalho, sua atenção é dirigida e ele não se interessa mais por atrapalhar a aula ou comportar-se mal.
Nem sempre todo aluno vai responder ao reforço do professor e nem sempre vai ser fácil motivar todos os alunos. Às vezes, embora o professor faça tudo que está ao seu alcance para motivar os alunos, alguns deles não têm vontade nem curiosidade para aprender. Esperamos que isso nunca aconteça em uma escola cristã ou num Instituto Teológico, pois se presume que os alunos ali estão por livre vontade e chamado de Deus.
OBJETIVO DA ESCOLA CRIATIVA
Criar ícones de ligação. O período que ficamos na escola dominical é pequeno e os objetivos enormes. Seus objetivos não param em memorização de uma avalanche de conhecimento bíblico, mas visam mudança de hábitos, idéias e comportamentos através da atuação do Espírito Santo e atos de observação, repetição, construção e criação.
Temos que criar ligações que vão além do horário dominical.
Ícones são imagens fortes que se conseguem quando há total envolvimento e necessidade do objeto que o ícone simboliza. Ex.: McDonald's.
Ampliar o tempo da escola dominical. Podemos conseguir isto patrocinando eventos numa gama enorme de variedades: palestras, confraternizações, campeonatos, feiras, etc.
SUGESTÕES CRIATIVAS
A sugestões a seguir são para reforçar algo que está sendo estudado de maneira sistemática na escola dominical. Em havendo premiações, elas serão feitas na escola dominical. Enfatize o patrocínio da escola dominical.
Fora do horário da escola dominical
Feira bíblica:
Envolvimento: todos os alunos.
Horário: sábado (manhã e tarde).
Local: igreja, escola pública.
Professores desenvolvem junto à classe determinado tema bíblico ou secular: drogas, arca de Noé, instrumentos musicais, a criação, etc. O período de preparação pode ser de um mês.
Envolve: enfeitar a classe, confeccionar roupas adequadas ao tema com TNT (tecido não tecido), maquetes (material reciclável), lembranças para os visitantes, balinhas e, conforme o tema, algum alimento. Ex.: Bodas de Caná.
Programação: devocional de abertura, soltura de balões (por ex.), sorteios durante a feira, encerramento com um culto.
Obs.: Caso a feira seja feita fora das dependências da igreja poderá haver uma praça de alimentação.
Campeonato de pipas "gospel":
Envolvimento: infanto-juvenil.
Horário: sábado pela amanhã ou tarde.
Local: chácara.
Especial cuidado com autorização dos pais e acidentes com fios elétricos.
Distribui-se os participantes em categoria por idade etc., que trarão pipas confeccionadas por eles próprios com temas bíblicos. A premiação deve seguir critérios como: tamanho da pipa, beleza, melhor mensagem e a mais criativa.
Servir um lanche no final e caso haja tempo e espaço físico preparar uma oficina de pipas.
A premiação deve ser feita na escola dominical para haver o "ícone de ligação". Lembre-se: uma cerimônia de premiação bem preparada é marcante e nem sempre é dispendiosa.
Concurso de culinária:
Envolvimento: adolescentes e jovens.
Horário: sexta ou sábado à noite.
Local: salão social ou casa de algum aluno.
Prepare o convite. Enfatize a ligação entre o estudo bíblico dominical e a reunião. Enfeite o local, escolha os juizes e o tipo de premiação.
Os pratos preparados serão provados pelos juizes e concorrerão em categorias.
Serenata:
Envolvimento: todos os alunos.
Horário: madrugada do domingo.
Ocasião: Dia das mães, dos pais, do professor, etc.
Reunir um grupo limitado de pessoas munidas de mini-cestas de café da manhã (confeccionadas pelo próprio grupo), às 23h do sábado, e sair fazendo serenata de louvores nas casas pré-determinadas e entregando cestas. Com certeza o grupo homenageado terá uma escola dominical cheia de boas recordações para contar.
Gincana total:
Envolvimento: infanto-juvenil ou adolescentes e jovens ou todos. (Dosar atividades conforme grupo envolvido)
Horário: sábado ou feriado.
Local: igreja, emei, parque.
Início com devocional, apresentação das regras, pontuação e premiação. Especificar horário de entrega das tarefas (ex.: 10h do sábado até escola dominical).
Exemplos de tarefas: A classe que 1) trouxer a foto mais antiga da igreja ganha "x" pontos 2) a maior quantidade de peças de roupas ou alimentos para doação vale "x" pontos ou 3) alguém com mais de 70 anos caracterizado de Abraão.
Possíveis prêmios: um almoço para a classe vencedora, um passeio, uma reforma na sala de aula ou apenas uma lembrança simbólica.
Sopão:
Envolvimento: adolescentes, jovens e adultos.
Local: logradouros públicos.
Material: sopão (pense em doações), literatura, agasalhos, brinquedos.
Reunir o grupo, fazer devocional e partir distribuindo o sopão.
Na escola dominical permitir que dois ou três dêem testemunho a respeito.
Feira das nações:
Envolvimento: todos.
Horário: sábado das 10h às 16h.
Ocasião: Dia do missionário.
Montar stands (carteiras) das nações.
Cada stand abrigará: comida típica, participantes devidamente paramentados, informações sobre o país e missionários nele (cartazes e alunos instruídos anteriormente), lembrancinha típica.
Comece com devocional, sorteie prêmios durante a feira, encerre com um culto.
Boa ocasião para se levantar ofertas específicas.
Lembre-se: toda atividade deve ter o aval de seu pastor e conselho.
Pode-se montar stand de livros e CDs.
Mini escola bíblica:
Envolvimento: todos.
Horário: um sábado por bimestre (tarde).
Uma tarde de evangelismo infantil, incentivando novas crianças a freqüentar a escola dominical.
Outros: passeios diversos, teatro, almoços após a escola dominical.
Dentro do horário comum
Concurso de maquetes:
Envolvimento: infanto-juvenil.
Os alunos trarão maquetes com temas bíblicos feitas em casa. Prepare um júri, um local de exposição e uma bonita cerimônia de premiação.
Concurso de poesias e acrósticos:
Envolvimento: todos (cuidado com os critérios e categorias de julgamento).
Entrevista:
Entreviste alguém de surpresa sobre algum tema que seja importante para a igreja naquele momento. Prepare um repórter (poder ser uma criança). Monte um ambiente de entrevistas, crie o "clima", inclusive com trilha sonora.
Escolha bem o entrevistado para alcançar objetivos.
Cafés da manhã ou almoços:
Eventos que necessariamente ligam horários são excelentes para a comunhão.
Pode ser mais simples apenas café e leite com chocolate, por vezes, algumas bolachas.
Podem homenagear alguém, algum departamento da igreja ou aniversariantes do mês.
Envolva o maior número de pessoas possível.
Bilhetes para serem entregues na entrada:
Devem conter a pergunta bíblica por fora e o dizer "Só abra se souber a resposta - seja fiel". Dentro haverá um pequeno prêmio: lixa de unha, pente, bala. Lojas de atacado fornecem uma linha imensa a preço baixo.
Integração:
Pegue uma foto bem antiga ou objeto de uso pessoal ou profissional de um aluno. Coloque no painel de avisos por um período determinado antes da escola dominical. Deixe uma caixa ao lado para que sejam depositados os votos. Ao final, sorteie um e acertado o nome do aluno em questão, dê um pequeno brinde a quem acertou. Exponha pequena biografia daquele aluno e sua família (procure usar recursos audiovisuais).
Como prêmio quem acertou pode almoçar na casa do "aluno do dia".
TEMA: Gente que faz a escola dominical.
Bandeiras:
Cada classe confeccionará sua bandeira. No encerramento da escola dominical terá o direito de hastear a sua a classe que obtiver 80% de presença. A classe que obtiver 100% ganha uma estrela (botão), a que trouxer mais visitantes outra "condecoração". Depois de um certo período (um mês ou dois), a classe que teve maior índice de apresentação da bandeira será homenageada. Valorize a cerimônia de premiação.
Tele-teatro:
Solicite a um grupo de irmãos que prepare uma peça com um tema da vida secular e a filme passando para a escola dominical. Pode ser feito em transparência também. Use locações interessantes.
Mini escola:
Se você é superintendente ou diretor da EBD, permita que a abertura e encerramento da escola dominical sejam dirigidos pelas crianças, pré-adolescentes ou adolescentes. Verifique o material a ser usado.
Inverno:
10 domingo: tirar foto da família na entrada da escola dominical.
20 domingo: expor as fotos no mural de avisos (valorize).
30 domingo: entregar fotos (valorize esse momento).
Idéias inter-classes.
Fazer um bolo (infantil).
Uma salada de frutas.
Esporadicamente permitir que uma classe faça sua aula em outro lugar (ar livre, piquenique).

 

Que nós possamos ser mais que bons professores que sejamos condutores da verdade bíblica.

 

BIBLIOGRAFIA

JD. DOUGLAS – Novo Dicionário da Bíblia.
NÍVEL - Novo Dicionário da Língua Portuguesa.
ANOTAÇÕES E COMENTÁRIOS – Pastor João Pereira.

 

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